“Recordo-me de que, em 1977, acompanhei o
historiador e egiptólogo senegalês Cheikh Anta Diop à Nigéria, que estava,
então, sob o governo de um regime nacionalista e populista, liderado por Murtala Ramat Muhammad, cujas convicções
políticas, ao menos dessa vez, coincidiam com o próprio Pan-africanismo de
Fela. Sabendo da admiração de Fela por Diop, marquei um encontro entre eles em
nosso hotel.
Atipicamente, Fela apareceu exatamente na
hora marcada, com uma comitiva de cerca de trinta pessoas, incluindo várias de
suas esposas. Após meia hora ouvindo atentamente o professor, Fela começou uma
bateria de questionamentos.
‘Ô, professor, como é que os antigos
egípcios construíram as pirâmides?’
Diop respondeu que a tecnologias
utilizada para construir aquelas gigantescas estruturas deixava os engenheiros
e cientistas atuais perplexos.
‘Senhor, eu tenho a resposta’, Fela
disse. Ele prosseguiu e disse a Diop que as pirâmides antigas foram construídas
por meio de telepatia e levitação!
‘Meu senhor professor, é por causa disso que ninguém sabe dizer como foram construídas as pirâmides,
Fela disse.
Ele informou ainda a Diop que os antigos
egípcios possuíam ‘espaçonaves’ com as quais viajavam para outras galáxias e
voltavam com conhecimento científico extraterrestre. Ao invés de combustíveis convencionais, estas
‘espaçonaves’ eram movidas a energia... mental”
Diop calou-se.”
(“Fela. Esta vida puta”, Carlos Moore,
Nandyala, Belo Horizonte, 2011, Página 310.)
(Marcos
Nunes Filho – 30-5-2019)

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