Visitando Outro Planeta – 16 de 22
“Enquanto o animal
ataca e fere para obter alimentos indispensáveis à sobrevivência, o homem o tem
em fartura. Sabe como consegui-lo. Então, por que matar, exaurir, explorar, se
usando critério e ponderação resolveria tudo, na equanimidade satisfatória
para todos os seres?
O homem difere do
animal pelo raciocínio, porém, é mais feroz. Seu passado, sua história, resumem-se
num amontoado de consecutivas guerras e seus poucos períodos de paz são
repassados de orgias e degeneradas bacanais que, novamente, os situa em
condição inferior aos irracionais.
É verdade que a vida é
movimento, é progresso, mas um movimento e um progresso racional. Porém, o
homem terreno criou, e está alimentando, um progresso irracional e unilateral.
São estas as
ponderáveis razões de seus sofrimentos.
Volvendo para os
primórdios de sua humanidade, verá o homem buscando inventar novos armamentos,
na infindável ânsia de domínio do mundo. Sempre houve os que pretenderam
dominá-lo pelo poder das armas, contudo, jamais foi ou será conseguido.”
(Página 194)
(Marcos Nunes Filho – 12-2-2021)

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