quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Os Aliens e Nós – Parte 747

 

      Visitando Outro Planeta – 7 de 22

      “Meu irmão, disse ele, possuímos uma apa­relhagem assaz eficiente, de captação sensível, que nos permite ver, ouvir e observar amplamente o sistema de vida dos terrícolas. Você ignora a nossa possibilidade de conhecer e interpretar até as formas-pensamentos emitidas pelo nosso homótipo.

      Pode crer, de longa data efetuamos excursões ao seu Planeta, onde colhemos material abundante para estudos, quer no reino mineral, quer vegetal ou animal. Costumamos aportar demoradamente na Terra e de visu, lá, fazemos estudos complementares que se estendem até os animais de grande porte.

      (...)

      Ademais, mantemos instalados sobre o vosso globo, de maneira direcional, verdadeiras estações transitórias dotadas de aparelhagem conveniente, que nos permite captar as imagens e projetá-las em nossos salões de estudos, onde equipes especializa­das se encarregam de acompanhar, pari-passu, todas as atividades científicas dos seus países mais adian­tados.

      Não tenha dúvidas, meu amigo, em crer que as nossas possibilidades de conhecer e saber o que se passa no vosso mundo são vastíssimas! Assim, alon­gamos as nossas observações aos hábitos, forma de vida, conceitos e preconceitos da humanidade que o habita, pois chegamos a sintetizar as raças e os povos nos seus demarcantes usos e costumes.

      (...)

      Essas magníficas ilações têm o precípuo e sa­lutar fito de robustecer a nossa fé, tornando-nos mais gratos ao CRIADOR, por nos vermos colocados em um mundo pacífico, pleno de quietude e amor, quando há outras criaturas postas em um mundo maravilhoso, pleno de encantamentos, e, apesar de esclarecidas, o aviltam - modus faciendi - com suas próprias ações, na difusão da maldade e no olvido de que lá se encontram temporariamente.

      (...)

      A Terra, não se encontrando nas condições dos mundos subdesenvolvidos, mas no estágio de mundo esclarecido, onde seus componentes já distinguem, claramente, o bem e o mal, equipara-se a um peri­goso delinquente que, cônscio, infringe as leis e como tal precisa ser permanentemente vigiado para não constituir possível perigo.

      Em síntese, as atividades de seus moradores alimentam uma caldeira em ebulição, onde as pai­xões se fermentam na ânsia da riqueza, do domínio e de outras tendências inferiores, ao ponto de não pouparem, sequer, os próprios semelhantes para a integral satisfação de seus apetites. Utilizam-se de descobertas científicas para engendrar a destruição e, sabemos, não titubearão em provocar maiores males na fúria insana de se sobrepujarem, afetando, assim, a economia de outros planetas que lhe são vizinhos.”

      (Páginas 122 a 125)


(Marcos Nunes Filho – 3-2-2021)


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