ESCRAVIDÃO INVISÍVEL – 5 de 6
“- Na guerra – contestou o tecelão -, o
forte escraviza o fraco, e na paz, o rico escraviza o pobre. Temos de trabalhar
para viver e nos pagam salários tão mesquinhos que morremos. Trabalhamos o dia
inteiro para eles e eles amontoam ouro em seus cofres, e nossos filhos
desaparecem antes do tempo e os rostos dos que amamos tornam-se duros e maus.
Pisamos as uvas e outros bebem o vinho. Semeamos o trigo e carecemos de pão em
nossa própria mesa. Andamos acorrentados, embora ninguém veja as correntes e
somos escravos, embora os homens nos chamem de livres.”
(“Oscar Wilde – Obra Completa”, Editora
Nova Aguilar S.A., Rio de Janeiro, 1980, 2ª edição, organizada, traduzida e
anotada por Oscar Mendes, in “O Jovem Rei”, página 274.)
(Marcos
Nunes Filho – 17-3-2019)

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