ESCRAVIDÃO INVISÍVEL – 4 de 6
“Duvido de que toda a filosofia do mundo
seja capaz de suprimir a escravidão: no máximo mudar-lhe-ão o nome. Sou capaz
de imaginar formas de servidão piores que as nossas porque mais insidiosas:
seja transformando os homens em máquinas estúpidas e satisfeitas que se julgam
livres quando são subjugadas, seja desenvolvendo neles, mediante a exclusão do
repouso e dos prazeres humanos, um gosto tão absorvente pelo trabalho como a
paixão da guerra entre as raças bárbaras. A essa servidão do espírito ou da
imaginação, prefiro ainda nossa escravidão de fato.”
(“Memórias de Adriano”, Marguerite
Yourcenar, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1980, 16ª edição, páginas
121 e 122.)
(Marcos
Nunes Filho – 16-3-2019)

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