Clarimundo e o Siriano – 3 de 10
“Tomemos por exemplo uma estrela
remotíssima; digamos... Sírio. Coloquemos lá um ser dotado da faculdade do
raciocínio e senhor de um telescópio possante com o auxílio do qual possa
enxergar a Terra... Como seria a visão do mundo e da vida surpreendida do
ângulo desse observador privilegiado? Igual à dos habitantes da Terra? Igual à
da viúva Mendonça ou mesmo à de Paul Valéry? Clarimundo antegoza as coisas
novas que há de dizer na sua obra. Porque naturalmente o seu Homem de Sírio há
de fazer revelações assombrosas. Ele mesmo agora não sabe com clareza que
revelações possam ser... tem apenas uma vaga ideia...” (“Caminhos Cruzados”,
Érico Veríssimo, Página 39.)
(Marcos
Nunes Filho – 25-4-2019)

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