domingo, 24 de maio de 2020

Os Aliens e Nós - Parte 492


      Medo e Pânico – 3 de 3

      ‘Recomendo que em caso algum vos deixeis dominar pelo pânico, se fordes testemunhas de acontecimentos extraordinários, como clarões repentinos no céu, vibrações do solo, faltas de luz, paragem dos motores com ligações elétricas ou perturbações psicológicas ligeiras: tremores, excitações epidérmicas, perda momentânea do sentido do equilíbrio...’ Esta advertência teve, evidentemente, o efeito contrário e assistiu-se a uma angústia alucinada através da França radiofônica. Famílias devoraram as suas conservas mais finas antes de se deixarem desintegrar, um comandante de bombeiros reuniu todos os habitantes de uma localidade provinciana na praça pública, enamorados casaram diante do aparelho de telefonia, um devedor foi restituir ao vizinho os 17.000 francos que lhe devia há doze anos e nove meses mais tarde nasceram 3.000 crianças além do previsto só na região de Paris. Tudo indica que a derradeira união íntima foi considerada por muitos casais o último gesto que convinha realizar num planeta em vias de extinção. Finalmente, houve várias mortes devidas a crise cardíaca e dois suicídios que se atribuíram à emissão, embora não houvesse a certeza. Como a experiência demonstra, uma informação chocante, no sentido original do termo, provoca reações de medo e pânico.”

      (“A Ciência Face aos Extraterrestres”, Jean-Claude Bourret, Publicações Europa-América, Lisboa, s/d, Págs. 96-97.)



(Marcos Nunes Filho – 24-5-2020)




























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