Medo e Pânico – 3 de 3
‘Recomendo que em caso algum vos deixeis
dominar pelo pânico, se fordes testemunhas de acontecimentos extraordinários,
como clarões repentinos no céu, vibrações do solo, faltas de luz, paragem dos
motores com ligações elétricas ou perturbações psicológicas ligeiras: tremores,
excitações epidérmicas, perda momentânea do sentido do equilíbrio...’ Esta
advertência teve, evidentemente, o efeito contrário e assistiu-se a uma
angústia alucinada através da França radiofônica. Famílias devoraram as suas
conservas mais finas antes de se deixarem desintegrar, um comandante de
bombeiros reuniu todos os habitantes de uma localidade provinciana na praça
pública, enamorados casaram diante do aparelho de telefonia, um devedor foi
restituir ao vizinho os 17.000 francos que lhe devia há doze anos e nove meses
mais tarde nasceram 3.000 crianças além do previsto só na região de Paris. Tudo
indica que a derradeira união íntima foi considerada por muitos casais o último
gesto que convinha realizar num planeta em vias de extinção. Finalmente, houve
várias mortes devidas a crise cardíaca e dois suicídios que se atribuíram à
emissão, embora não houvesse a certeza. Como a experiência demonstra, uma
informação chocante, no sentido original do termo, provoca reações de medo e
pânico.”
(“A Ciência Face aos Extraterrestres”,
Jean-Claude Bourret, Publicações Europa-América, Lisboa, s/d, Págs. 96-97.)
(Marcos
Nunes Filho – 24-5-2020)

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